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BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA. 


"Ah, se o Passado Voltasse!"

JoséSeverino, Seu Zuca, nasceu no dia 19 de março de 1912, no Sítio Macacos nomunicípio de Sousa, filho de José Severino Gomes e Beatriz Maria da Conceição,sempre foi uma criança bem levada, chegando a desmanchar a procissão pelasquedas dos casais de namorados acidentados nas salsas amarradaspropositadamente, sendo o terceiro filho de dez crias, sendo também o que maisdestacou-se no trabalho, pela força de vontade, que aos 17 anos fugiu de casapara se alistar na RVC (Rede Viação Cearense) que estava montando frentes detrabalhos de Fortaleza à Campina Grande. Alistamento esse que aconteceu nacidade de Pombal, sem o consentimento de seus pais, que foram buscá-lo pararetornar ao lar, sem saber ler, sem saber eles que este filho seria o arrimo dafamília.

Emseus passeis matinais pela estação de Sousa sempre foi muito cobiçado pelasmoças da época e se encantou a primeira vista por uma jovem cabocla, de nomeJoana Ferreira de Sousa, conhecida como Dercinha, este interessou-se logo emfirmar compromisso, fez logo uma visita aos seus pais Severino Ferreira deSousa e Quitéria Ferreira de Sousa, que residiam na Fazenda Acauã, ondeacertaram a data do matrimônio, realizado na Igreja Nossa Senhora Santana, noBairro da Estação, celebrada com uma grande festa no sítio dos pais da noiva,sendo os noivos transportados no Jipe com o nome de Buíque e os padrinhos e osdemais convidados em um micro-onibus antigamente conhecido pelo nome Sopa,segundo o relato de Seu Zuca, muitos convidados que se encontraram no local, seassustaram ao ver pela primeira vez um carro, alguns correram na mata edesaparecidos até hoje.

Dofruto desse feliz enlace matrimonial, nasceram 20 rebentos por ordem denascimento e local de moradia.

Nabarra do pé, no município de Sousa, nasceram Francisco (falecido), Raimunda(falecida), Rita (falecida), Raimundo, Expedito (falecido), Cosmo e Damião(falecidos), Benedita, Tereza.

FranciscoFerreira de Sousa (falecido), Raimunda Ferreira de Sousa (falecida), RitaFerreira de Sousa (falecida), Raimundo José da Silva, Expedito José da Silva(falecido), Cosmo José da Silva (falecido), Damião José da Silva (falecido),Benedita Ferreira de Souza, Tereza Ferreira de Souza, Maria Ferreira de Souza.Passado 10 anos foi promovido de cargo de caçaco para feitor, comprando um lotede terra em São Domingos de Pombal, para onde foi transferido, lá nasceram RitaFerreira de Sousa, Geraldo José da Silva, Severino José Neto (falecido) Mariade Fátima de Sousa, José Severino Filho, Maria Lúcia de Souza, sendotransferido mais uma vez por luna, município de Acopiara, no Ceará, nascendo láMaria Lucélia de Souza, passado dói anos foi transferido para a cidade deSantas Helena Paraíba, no ano de 1960, onde fixou moradia, passados dois anos,requereu a aposentadoria depois de 35 anos de trabalho.

Noano de 1961, foi assassinado seu filho primogênito, Francisco, na cidade deAlexandria, no Rio Grande do Norte, acometendo todos um grande sofrimento,principalmente sua mãe, Dercinha, preocupada com a situação, seu Zuca resolveuarrendar uma propriedade no município de Baixio, por nome de bargado, ondemoraram por dois anos e pra surpresa de todos, nasceu Raimundo Nonato da Silva,o último da dinastia Severino. Retornando para Santa Helena, construíram a casaque até hoje residem, na rua que hoje recebe o nome de Joana Ferreira de Sousa,diante da pouca prole, ainda adotou Maria do Socorro que foi criada no seio dafamília como filha legitima.

Atualmenteos herdeiros genéticos de Severino, constituíram famílias, espalharam-se portodos os estados do Brasil, contando hoje com 53 netos e 41 bisnetos e esperaansiosamente seu primeiro tataraneto.

Semesquecer que comemoraram 50 anos de casado, com uma festa que chamou atenção detodos da cidade, e ficaram juntos até 58 anos de casados, quando partiuDercinha, deixando saudades até hoje a todos os familiares e também seus filhosde parto.

SeuZuca é figura histórica em Santa Helena, a tarde na calçada a espera dacriançada que por ali passa, e é saudada de “bombom para adoçar a vida”.Pensando bem quem nunca recebeu um bombom de Seu Zuca? Hoje comemorando seus100 anos de vida, com muita vitalidade, ainda relembra seus tempos de mocidadecom suas poesias como “Ah, se o passado voltasse”.

BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA. 


"Ah, se o Passado Voltasse!"

JoséSeverino, Seu Zuca, nasceu no dia 19 de março de 1912, no Sítio Macacos nomunicípio de Sousa, filho de José Severino Gomes e Beatriz Maria da Conceição,sempre foi uma criança bem levada, chegando a desmanchar a procissão pelasquedas dos casais de namorados acidentados nas salsas amarradaspropositadamente, sendo o terceiro filho de dez crias, sendo também o que maisdestacou-se no trabalho, pela força de vontade, que aos 17 anos fugiu de casapara se alistar na RVC (Rede Viação Cearense) que estava montando frentes detrabalhos de Fortaleza à Campina Grande. Alistamento esse que aconteceu nacidade de Pombal, sem o consentimento de seus pais, que foram buscá-lo pararetornar ao lar, sem saber ler, sem saber eles que este filho seria o arrimo dafamília.

Emseus passeis matinais pela estação de Sousa sempre foi muito cobiçado pelasmoças da época e se encantou a primeira vista por uma jovem cabocla, de nomeJoana Ferreira de Sousa, conhecida como Dercinha, este interessou-se logo emfirmar compromisso, fez logo uma visita aos seus pais Severino Ferreira deSousa e Quitéria Ferreira de Sousa, que residiam na Fazenda Acauã, ondeacertaram a data do matrimônio, realizado na Igreja Nossa Senhora Santana, noBairro da Estação, celebrada com uma grande festa no sítio dos pais da noiva,sendo os noivos transportados no Jipe com o nome de Buíque e os padrinhos e osdemais convidados em um micro-onibus antigamente conhecido pelo nome Sopa,segundo o relato de Seu Zuca, muitos convidados que se encontraram no local, seassustaram ao ver pela primeira vez um carro, alguns correram na mata edesaparecidos até hoje.

Dofruto desse feliz enlace matrimonial, nasceram 20 rebentos por ordem denascimento e local de moradia.

Nabarra do pé, no município de Sousa, nasceram Francisco (falecido), Raimunda(falecida), Rita (falecida), Raimundo, Expedito (falecido), Cosmo e Damião(falecidos), Benedita, Tereza.

FranciscoFerreira de Sousa (falecido), Raimunda Ferreira de Sousa (falecida), RitaFerreira de Sousa (falecida), Raimundo José da Silva, Expedito José da Silva(falecido), Cosmo José da Silva (falecido), Damião José da Silva (falecido),Benedita Ferreira de Souza, Tereza Ferreira de Souza, Maria Ferreira de Souza.Passado 10 anos foi promovido de cargo de caçaco para feitor, comprando um lotede terra em São Domingos de Pombal, para onde foi transferido, lá nasceram RitaFerreira de Sousa, Geraldo José da Silva, Severino José Neto (falecido) Mariade Fátima de Sousa, José Severino Filho, Maria Lúcia de Souza, sendotransferido mais uma vez por luna, município de Acopiara, no Ceará, nascendo láMaria Lucélia de Souza, passado dói anos foi transferido para a cidade deSantas Helena Paraíba, no ano de 1960, onde fixou moradia, passados dois anos,requereu a aposentadoria depois de 35 anos de trabalho.

Noano de 1961, foi assassinado seu filho primogênito, Francisco, na cidade deAlexandria, no Rio Grande do Norte, acometendo todos um grande sofrimento,principalmente sua mãe, Dercinha, preocupada com a situação, seu Zuca resolveuarrendar uma propriedade no município de Baixio, por nome de bargado, ondemoraram por dois anos e pra surpresa de todos, nasceu Raimundo Nonato da Silva,o último da dinastia Severino. Retornando para Santa Helena, construíram a casaque até hoje residem, na rua que hoje recebe o nome de Joana Ferreira de Sousa,diante da pouca prole, ainda adotou Maria do Socorro que foi criada no seio dafamília como filha legitima.

Atualmenteos herdeiros genéticos de Severino, constituíram famílias, espalharam-se portodos os estados do Brasil, contando hoje com 53 netos e 41 bisnetos e esperaansiosamente seu primeiro tataraneto.

Semesquecer que comemoraram 50 anos de casado, com uma festa que chamou atenção detodos da cidade, e ficaram juntos até 58 anos de casados, quando partiuDercinha, deixando saudades até hoje a todos os familiares e também seus filhosde parto.

SeuZuca é figura histórica em Santa Helena, a tarde na calçada a espera dacriançada que por ali passa, e é saudada de “bombom para adoçar a vida”.Pensando bem quem nunca recebeu um bombom de Seu Zuca? Hoje comemorando seus100 anos de vida, com muita vitalidade, ainda relembra seus tempos de mocidadecom suas poesias como “Ah, se o passado voltasse”.
BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.

Nos trilhos da história: de Canto de Feijão a Santa Helena, passado de gloria e o presente? “há Deus pertence”


Lembro-me que quando criança costumava ouvir belas e curiosas histórias do passado de glória da minha terra tão amado, há época “Canto de Feijão”, a que o nome remete? Logo conseguia identificar, feijões em abundância teriam, para comer e comercializar.

Comercializar? Tudo começou com o comercio de feijão, na verdade foi com a plantação, e que depois comercializada fazia a terra bem visitada por pessoas em busca do ouro da terra amada. Mas por que não era cidade, e quando virou porque isso não guardou? Bem, essa história esqueceram de me contar.

Só sei que virou cidade graças à integração do nordeste, que partiu do Ceará com Destino a Recife, do Pernambuco a Capital. Era a linha férrea, que empregos vieram a gerar melhorando um pouco a vida e gerando vida nesse lugar.

Quando virou cidade, muito já se tinha de uma bela estação a um monte de casinhas, que de turma ganharam o nome em conseqüência alegria, das famílias dos trabalhadores que ali conviviam e do povo do lugar que em harmonia os recebiam.

Sou dessa mistura, povo mais povo, povo que o trem trouxe aqui deixou, e povo que aqui vivia e que por aqui ficou. Do povo de Antonio Gomes proprietário do lugar e de Seu Zuca “cassaco” homem com coragem de trabalhar, onde juntos deram as mãos e construíram esse lugar.

Nome de Santa a cidade ganhou, muito se perdeu no tempo e pouco foi o que ficou, dos costumes, nem padre Cícero resistiu ao avanço do novo e ao descaso com o que existiu.

E agora o que ficou? Onde está Nossa historia? Dos dias 20 nem memória, de Santa Helena só fé e quermesse, pois o algodão a que festa patrocinava junto com o feijão, nada restava. Como diz o meu povo, ao povo só desgosto por não ter história pra contar.

Pois criança ninguém engana, se conta e se prova o que se está a falar.

Salve o povo sem história, as crianças sem memória e a “glória” desse lugar.

Estação Ferroviária de Santa Helena - Arquivo Fatos&Fotos

Antigas Casas de Turmas - Foto Ilustração

BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.

Nos trilhos da história: de Canto de Feijão a Santa Helena, passado de gloria e o presente? “há Deus pertence”


Lembro-me que quando criança costumava ouvir belas e curiosas histórias do passado de glória da minha terra tão amado, há época “Canto de Feijão”, a que o nome remete? Logo conseguia identificar, feijões em abundância teriam, para comer e comercializar.

Comercializar? Tudo começou com o comercio de feijão, na verdade foi com a plantação, e que depois comercializada fazia a terra bem visitada por pessoas em busca do ouro da terra amada. Mas por que não era cidade, e quando virou porque isso não guardou? Bem, essa história esqueceram de me contar.

Só sei que virou cidade graças à integração do nordeste, que partiu do Ceará com Destino a Recife, do Pernambuco a Capital. Era a linha férrea, que empregos vieram a gerar melhorando um pouco a vida e gerando vida nesse lugar.

Quando virou cidade, muito já se tinha de uma bela estação a um monte de casinhas, que de turma ganharam o nome em conseqüência alegria, das famílias dos trabalhadores que ali conviviam e do povo do lugar que em harmonia os recebiam.

Sou dessa mistura, povo mais povo, povo que o trem trouxe aqui deixou, e povo que aqui vivia e que por aqui ficou. Do povo de Antonio Gomes proprietário do lugar e de Seu Zuca “cassaco” homem com coragem de trabalhar, onde juntos deram as mãos e construíram esse lugar.

Nome de Santa a cidade ganhou, muito se perdeu no tempo e pouco foi o que ficou, dos costumes, nem padre Cícero resistiu ao avanço do novo e ao descaso com o que existiu.

E agora o que ficou? Onde está Nossa historia? Dos dias 20 nem memória, de Santa Helena só fé e quermesse, pois o algodão a que festa patrocinava junto com o feijão, nada restava. Como diz o meu povo, ao povo só desgosto por não ter história pra contar.

Pois criança ninguém engana, se conta e se prova o que se está a falar.

Salve o povo sem história, as crianças sem memória e a “glória” desse lugar.

Estação Ferroviária de Santa Helena - Arquivo Fatos&Fotos

Antigas Casas de Turmas - Foto Ilustração

BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.





Desde criança que vivencio a tradição dos meus antepassados de queimar fogueira em homenagem aos santos do mês de junho. Viva Santo Antonio, La vem fumaça, tome fogos...o mesmo se repete na véspera do dia de São João e no dia de São Pedro, falo em Santo Antonio, pois gostei de ver que em outros lugares Ele tambem é lembrado para além da busca desesperada das moças do nosso sertão pelo casamento, ou das brincadeiras de meninas pra saber se vão casar.

Gostaria de lembrar aqui que essa tradição não nasce no Brasil, e menos ainda no Nordeste, tão pouco no sertão. Esse costume nasce além –mar, a dias atrás? Não, há milênios antes de nós, surge nas civilizações antigas, e os Hebreus já a praticavam como forma de homenagem ao Deus Sol, cientificamente para comemorar a chegada do solstício de verão no norte. Moises a aboliu por justificar ser uma pratica pagã, a igreja católica introduz esse costume como forma de homenagear aos Santos do mês de junho.      

É com esse sentido cristão que se acendem ainda em toda a Europa as fogueiras de São João, no solstício de verão, entre nós correspondente ao de inverno. De Portugal vieram-nos elas. Os primeiros missionários jesuítas e franciscanos referem quanto eram apreciados pelos índios tais festejos de São João, por causa das fogueiras, que em grande número iluminavam as aldeias, e as quais eles saltavam divertidamente. São, pois, nossas fogueiras de São João, verdadeiras "sobrevivências", que perderam o primitivo sentido ritual.

Nós povo brasileiro, nordestino, sertanejo conseguimos transformar tudo isso em cultura, tornando as festas mais alegres, cheia de danças, que outrora eram dançadas embora em outros ritmos, demos melodia, animação e riqueza as festas de São João.

Contudo, agora vejo tudo isso por outra ótica, a ambiental. Como promover desmatamento, queimadas, poluição do ar e do solo, sem contar os riscos de acidente por fogos de artifício.

Tradição ou poluição? Tradição ou destruição?
Convido vocês caros leitores a refletir, pois eu já o fiz e não consigo socegar o coração vendo tamanho descaso com a mãe natureza, mas tambem não me vejo em uma noite de São João que não seja abeira da fogueira.

E agora o que faremos? Destruir ou esquecer?

Não posso julgar ninguém, pois eu tambem pratico a mesmo desmando e a mesma falta de bom senso. Contudo, faça o que pede o seu coração, se puder e se sentir feliz para a fogueira já, se não faça mas de maneira menos poluente usando madeira de reflorestamento ou de arvores fáceis de se recuperarem como a jurema e o angico.

Amo a natureza, mas amo a tradição do meu sertão.
BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.





Desde criança que vivencio a tradição dos meus antepassados de queimar fogueira em homenagem aos santos do mês de junho. Viva Santo Antonio, La vem fumaça, tome fogos...o mesmo se repete na véspera do dia de São João e no dia de São Pedro, falo em Santo Antonio, pois gostei de ver que em outros lugares Ele tambem é lembrado para além da busca desesperada das moças do nosso sertão pelo casamento, ou das brincadeiras de meninas pra saber se vão casar.

Gostaria de lembrar aqui que essa tradição não nasce no Brasil, e menos ainda no Nordeste, tão pouco no sertão. Esse costume nasce além –mar, a dias atrás? Não, há milênios antes de nós, surge nas civilizações antigas, e os Hebreus já a praticavam como forma de homenagem ao Deus Sol, cientificamente para comemorar a chegada do solstício de verão no norte. Moises a aboliu por justificar ser uma pratica pagã, a igreja católica introduz esse costume como forma de homenagear aos Santos do mês de junho.      

É com esse sentido cristão que se acendem ainda em toda a Europa as fogueiras de São João, no solstício de verão, entre nós correspondente ao de inverno. De Portugal vieram-nos elas. Os primeiros missionários jesuítas e franciscanos referem quanto eram apreciados pelos índios tais festejos de São João, por causa das fogueiras, que em grande número iluminavam as aldeias, e as quais eles saltavam divertidamente. São, pois, nossas fogueiras de São João, verdadeiras "sobrevivências", que perderam o primitivo sentido ritual.

Nós povo brasileiro, nordestino, sertanejo conseguimos transformar tudo isso em cultura, tornando as festas mais alegres, cheia de danças, que outrora eram dançadas embora em outros ritmos, demos melodia, animação e riqueza as festas de São João.

Contudo, agora vejo tudo isso por outra ótica, a ambiental. Como promover desmatamento, queimadas, poluição do ar e do solo, sem contar os riscos de acidente por fogos de artifício.

Tradição ou poluição? Tradição ou destruição?
Convido vocês caros leitores a refletir, pois eu já o fiz e não consigo socegar o coração vendo tamanho descaso com a mãe natureza, mas tambem não me vejo em uma noite de São João que não seja abeira da fogueira.

E agora o que faremos? Destruir ou esquecer?

Não posso julgar ninguém, pois eu tambem pratico a mesmo desmando e a mesma falta de bom senso. Contudo, faça o que pede o seu coração, se puder e se sentir feliz para a fogueira já, se não faça mas de maneira menos poluente usando madeira de reflorestamento ou de arvores fáceis de se recuperarem como a jurema e o angico.

Amo a natureza, mas amo a tradição do meu sertão.

BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.







“MEIO AMBIENTE”? QUE MEIO AMBIENTE?

Será que sabemos de fato o que significa meio ambiente? Tenho minhas dúvidas, afinal se partirmos da origem destas palavras logo perceberemos que a realidade é outra, controversa e sem sentido. Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.

Assim, lhes pergunto será que a nossa Santa Cidade conhece este termo? Ou será que como a maior parte dos lugares, vivemos a demagogia do “preserve a natureza, não jogue lixo no chão”?

A nossa Santa Helena, vive como muitas outras cidades do sertão nordestino ou mesmo desse Brasil de meu Deus, e de Dona Dilma, vivemos nos modismos impostos pela mídia, sem levar em conta o que de fato conta, se a conscientização ecológica não vier ficaremos apenas na vergonha de morar em um lugar desorganizado e ecologicamente incorreto.

Caros leitores não falo apenas das entidades públicas municipais e estaduais que atuam em nosso município, mas tambem falo delas, das escolas em especial, das instituições bancaria, ou que fazem este serviço, que ao final da semana levam seu lixo a rua e ateiam fogo, da EMATER-PB, do DETRAN, das Secretarias Municipais, que embora achem que esta tarefa não lhes competem acabam por reafirmar o descaso com o meio ambiente de nossa cidade, mas falo em especial para a sociedade civil, para os nosso comerciante, que vêem em terrenos baldios lixões permanentes, e que acreditam que é obrigação do poder publico municipal limpar sua “sujeira” com tamanha freqüência ou usa-se isto como fotografia da mesma.

E o povo? Onde fica o povo nesta historia? Fica em casa sem saber pra onde vai seu lixo e no preconceito terrível de vislumbrar no gari único responsável pela limpeza urbana.
Que falta eu sinto da minha infância, das senhoras e mocinhas limpando seu quintais, que falta sinto de ouvir a celebre frase de minha avó Dona Decinha, “pela cor do terreiro, se vêem a cor dos canecos”.   

“MEIO AMBIENTE”? QUE MEIO AMBIENTE? De quem é a culpa? Certamente a resposta de quem ler este texto, espero estar enganada, será: “NÃO É MINHA”.

BEM VINDO A COLUNA DA SARA VITORIANO DE SOUSA. MESTRA EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO GRADUADA EM GEOGRAFIA PELA UFCG, EXERCE FUNÇÃO DE PROFESSORA DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO E PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE SANTA HELENA.







“MEIO AMBIENTE”? QUE MEIO AMBIENTE?

Será que sabemos de fato o que significa meio ambiente? Tenho minhas dúvidas, afinal se partirmos da origem destas palavras logo perceberemos que a realidade é outra, controversa e sem sentido. Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.

Assim, lhes pergunto será que a nossa Santa Cidade conhece este termo? Ou será que como a maior parte dos lugares, vivemos a demagogia do “preserve a natureza, não jogue lixo no chão”?

A nossa Santa Helena, vive como muitas outras cidades do sertão nordestino ou mesmo desse Brasil de meu Deus, e de Dona Dilma, vivemos nos modismos impostos pela mídia, sem levar em conta o que de fato conta, se a conscientização ecológica não vier ficaremos apenas na vergonha de morar em um lugar desorganizado e ecologicamente incorreto.

Caros leitores não falo apenas das entidades públicas municipais e estaduais que atuam em nosso município, mas tambem falo delas, das escolas em especial, das instituições bancaria, ou que fazem este serviço, que ao final da semana levam seu lixo a rua e ateiam fogo, da EMATER-PB, do DETRAN, das Secretarias Municipais, que embora achem que esta tarefa não lhes competem acabam por reafirmar o descaso com o meio ambiente de nossa cidade, mas falo em especial para a sociedade civil, para os nosso comerciante, que vêem em terrenos baldios lixões permanentes, e que acreditam que é obrigação do poder publico municipal limpar sua “sujeira” com tamanha freqüência ou usa-se isto como fotografia da mesma.

E o povo? Onde fica o povo nesta historia? Fica em casa sem saber pra onde vai seu lixo e no preconceito terrível de vislumbrar no gari único responsável pela limpeza urbana.
Que falta eu sinto da minha infância, das senhoras e mocinhas limpando seu quintais, que falta sinto de ouvir a celebre frase de minha avó Dona Decinha, “pela cor do terreiro, se vêem a cor dos canecos”.   

“MEIO AMBIENTE”? QUE MEIO AMBIENTE? De quem é a culpa? Certamente a resposta de quem ler este texto, espero estar enganada, será: “NÃO É MINHA”.
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