OS REALYT'S NA NOSSA REALIDADE
Como bem definiu Pedro Biau (apresentador do reality global Big Brother Brasil) as pessoas expostas na casa para todo o país terminaram por nos mostrar um verdadeiro “strip-tease” de suas almas. Eu acrescento ainda que os telespectadores estão se tornando não somente “tarados” por essas almas, mas, viciados, obcecados pelas revelações, segredos e malícias dos moradores dessas casas.
Novela? Agora parece distante. Afinal, todos conhecem “aquele” ator (que pode inclusive ser um ex-confinado) e sabem que ele está fazendo ou falando exatamente o que manda o texto, que graça há nisso? Ah, os reality’s! Não! Neles o que rola é vida real. As polêmicas têm mais sentido, mechem com nosso interior, nos permitem fazer indagações antes não pensadas.
Foi o que aconteceu com a saída de Ariadna, primeira transexual a participar de um programa de TV como esse e também primeira a sair de tal programa. Junto com a eliminação veio a pergunta: Será que ela saiu por preconceito? Por ela ser transexual ou por ter se prostituído no exterior? Mas, o povo brasileiro não é preconceituoso... Será? Eu não sei. O que sei é que se o caso de Ariadna tivesse sido contado na ficção de uma novela das oito (nove), não teríamos ficado tão cheios de dúvidas com relação as nossas próprias noções de preconceito.
Sejam artistas ou anônimos a nossa curiosidade pelas reações dos confinados desses “zoológicos humanos” são quase incontroláveis (Já me incluí entre os telespectadores, sou mesmo!). E o mais gostoso é ficar falando depois, das armações, mancadas, fofocas, todo mundo fala! Claro, há aqueles que não assistem, não curtem. Mas, admitam, mesmo vocês que não gostam, também param na roda de amigos e comentam, nem que seja pra falar mal, mas falam.